1655 - Pe. João da Rocha Ferraz, vigário de Cananéia, para São Francisco.
1700 - Pe. João de Sousa Fonseca, para a "Costa do Sul".
1724 - Pe. Luiz Mendonça e Silva, de Paranaguá, havendo estado na Ilha de SC.
1727 - Pe. Cristóvão da Costa e Oliveira, de Santos à Laguna.
1737 - Pe. Paulo Fausto do Prado, esteve em Desterro.
1740 - Pe. Antônio Pestana Coimbra, visitou Desterro.
1751 - Pe. Domingos Pereira Telles (vd 670), nas freguesias vizinhas de Lagoa.
1765 - Pe. Dr. Inácio José Galvão, em crismou em Lagoa.
1781 - Pe. Dr. Vicente José da Gama Leal, em todo o Sul.
1790 - Pe. Agostinho José Mendes dos Reis (vd), em todo o Sul.
1798 - Pe. Bento Cortes de Toledo, em todo o Sul.
1811 - Pe. Agostinho José Mendes dos Reis (2-a vez).
1842 - Pe. Tomás Francisco da Costa.
1845 - Visita do mesmo Bispo, Dom Manoel do Monte Rodrigues, ao mesmo tempo que fazia parte da comitiva do jovem Imperador D. Pedro I.
1855 - Cônego Lourenço Vieira de Sousa Meirelles.
1861 - Pe. Pedro Celestino d'Alcântara Pacheco.
1863 - Pe. Joaquim Gomes de Oliveira Paiva (Arcipreste Paiva).
"... como acaba de fazer o Visitador do ano de 1799, o qual, por fins de sua apostólica visita, se acha com tal número de mil cruzados, que, equivalento à compra de uma grande tropa de bestas muares e cavalares, saiu daqui a comerciar com estas para São Paulo, deixando após si um tal escândalo" (Câmara, Representação, 348).
- Irmandade de N. Sra. Do Rosário, dos pretos, fundada em 1750, com igrejinha própria;
- irmandade do Senhor dos Passos, em 1765, instalada na igreja do Menino de Deus;
- Irmandade do Espirito Santo, estabelecida na Matriz, em 1773 migrada depois para a igreja própria;
- Irmandade do SS. Sacramento, de que se tem notícia, em 1784, também na Matriz, nesta ainda se conservando hoje.
Iniciativas semelhantes ocorreram no interior da Capitania:
- em Laguna, irmandade do SS. Sacramento e Santo Antônio (1753;
- em São Francisco, Ordem Terceira da Penitência (1751) e Irmandade do SS. Sacramento e da Graça (1754).
"que o clero marche sob o vosso estandarte, crendo estar marchando sob o dos chefes apostólicos; atirai as vossas redes até o fundo das sacristias, do seminário e dos conventos "(Carta a Volpe, com as instruções secretas de Nubius, chefe da alta venda Romana, de 13 de Abril de 1844).
"Mais grave talvez, porém, do que esta ação direta pela expulsão dos educadores primários, moralistas e catequistas, foi a ação indireta pela reforma dos estudos em Coimbra. Problema central para o estudo da forma e do problema espiritual do Brasil é o dessa introdução do jansenismo e do galicanismo na Universidade de Coimbra nos fins do século 18. Data desta protestantização de Coimbra por Pombal a preparação de todos os venenos que vieram envenenar a história do Catolicismo no Brasil e impedir que a ação da Igreja em nossa formação social se operasse normalmente" (Política, Rio de Janeiro, 1932, pg. 275).
"Enquanto aos índios, repetidas vezes fiz presente a V. Majestade, o quanto seria conveniente se mandasse vir para a Ilha [de Santa Catarina] a aldeia de Itanhaém na Vila da Conceição, da Capitania de São Paulo, que está governada por um Capucho, não tendo naquele sítio em que se acham terras de lavor, passando grandes misérias, podendo aldear-se na Ilha e dela tirarem-se os índios que forem necessários para o serviço das fortalezas, e das obras. Desde o ano de 1742 comecei a pedir capelães para as 3 fortalezas da barra [Norte] daquela Ilha, que todas já têm as suas ermidas... e apontei para facilitar mais esta providência devia haver na mesma Ilha um Hospício de 6 Capuchos, para deles aos meses saírem para cada fortaleza um a servir de capelão" (Carta de José da Silva Paes, de 15-1-1748, em Eduardo de Castro e Almeida, Inventário dos documentos relativos ao Brasil existentes no Arquivo de Marinha e Ultramar, Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional, 1936. V.8).
7) Pe. Manoel de Araújo Miranda, vigário de setembro de 1742 a agosto de 1746.8) Pe. Francisco Gonçalves Pereira, no cargo pela 2 vez, de agosto de 1746 até março de 1748.
9) Pe. João Gonçalves Chaves, do mês de abril de 1748 a março de 1749. Principia a migração açoriana. Não no cargo ao chegarem os dois jesuítas, em 18 de março, padre Francisco de Faria e Bento Nogueira, que não encontram pároco em Desterro.10) Pe. José Dias dos Santos, de março de 1749 a fevereiro de 1751, inicialmente como coadjutor, depois como vigário. Desta data em diante sempre há vigário coadjutor.
11) Pe. Domingos Pereira Telles, foi também vigários da vara, de fevereiro de 1751 até janeiro de 1752. Foi visitador Apostólico em 1751. É coadjutor Pe. Francisco Coelho, por provisão de 1751. Será vigário da Freguesia de N. Sra. da Conceição de Lagoa (vd ).
12) Pe. Domingues José da Silva , outro coadjutor, que provido vigário em 1752 governa a paróquia até agosto.
13) Pe. Dr. Inácio José Galvão, de setembro de 1752 até junho de 1755. Ilustrado sacerdote. Natural do Rio de Janeiro. Deu-se então início às obras da nova Matriz. Em 1754 era provido o coadjutor Pe. Luiz Magalhães de Queiroz.
14) Pe. Luiz Magalhães de Queiroz, em julho passa a vigário encomendado, regendo a paróquia até novembro de 1757.
15) Pe. Antônio Correia de Mello, vigário de dezembro de 1757 até junho de 1759.
16) Pe. José Antônio Borges de Castro vigário da paróquia e da comarca de N. Sra. Do Desterro de agosto de 1759 até abril 1761. O Pe. Francisco de Lima Pinto é provindo coadjutor em 1759.
17) Pe. Dr. José Inácio Galvão, paroquia pela 2 vez, a começar de abril de 1761 até fevereiro de 1777 (vd 638).
18) D. Francisco Manoel de Andrade, vigário geral dos exércitos espanhóis, apossou-se da Igreja do Desterro por ocasião da ocupação da Ilha, em fevereiro de 1777, pelas forças espanholas.
19) Retoma a administração Paroquial Pe. Dr. Ignácio José Galvão, em fins de julho de 1778, até 31 de janeiro de 1786, quando faleceu. Foi também vigário da comarca. Neste meio tempo eram coadjuvantes do Desterro Pe. Francisco Borges Corrêa Leme, em 1778, Pe. Manoel L. De Madre de Deus Teixeira, 1751; Pe. Agostinho Mendes dos Reis 1782; Pe. Francisco das Chagas, 1 coadj. Em 1785; Pe. Joaquim José Jaques Nicoz 2 coadj. Em 1785.
20. Pe. Francisco das Chagas (Fev. 1786 a 6 de janeiro de 1787).
21. Pe. Agostinho José Mendes dos Reis (6-1-1787 a 1790). Foi Visitador apostólico duas vezes (vd 604).
22. Seguem os vigários do fim da Capitania, a que os dois últimos mencionados também pertencem, alternando-se eles mesmos com outros mais (vd ).
"Resta somente falar a Vossa Senhoria de alguns eclesiásticos das freguesias do governo. Principiarei pelo Vigário da Igreja Matriz, que é também da Vara e da Justiça. É um simples sacerdote e bom clérigo. Melhor clérigo do que pároco. É muito mau Vigário da Vara e nada sabe de Direito. Faltam-lhe termos e palavras e é uma negação total para semelhante ministério. Todavia, debaixo dessa ignorância e bondade, é desconfiadíssimo e sumamente vaidoso, parecendo que é o cardeal Nepote. Tem como coadjutor o Padre Manoel Cabral de Bittencourt, bom clérigo e que foi bom pároco" (Notícia de 1765).
"ao provincial da Companhia de Jesus mandei escrever a carta que vai inclusa, para que envie àquelas terras dois missionários conforme ficareis instruídos com cópia anexa".
"Sendo servida a Majestade D. João V, de felicíssima memória, mandar algumas famílias das Ilhas dos Açores para ajudar a povoar a Ilha de Santa Catarina e o Rio Grande de São Pedro, foi também servida Sua Majestade ordenar que o Provincial do Brasil, que então era o Pe. Simão Marques, fizesse eleição de dois Religiosos aptos em instruir e em doutrinar os habitantes daquelas novas colônias, e ao mesmo tempo fazer aldeias de todos aqueles homens selvagens que se encontrassem; assinando aos dois Padres por distrito de suas missões todo o espaço de terras que medeia entre o Rio Francisco ao Norte e um lugar, a que chamam Cêrro de São Miguel, e dando a cada um, para seu sustento, 40 escudos por ano, além de outra quantidade, que se lhes consignou de 80 escudos, para a despesa de sua viagem. Os nomeados para esta empresa foram os padres Francisco de Faria e Bento de Nogueira, que partiram do Rio de Janeiro aos 2 de Março de 1748, e aos 18 do mesmo mês lançaram ferro junto da Ilha de Anhatomirim, que era a fortaleza onde se revezavam os abastecimentos por ser a ordinária residência do Governador, que era o senhor José da Silva Pais; e como este então se achava fora da Fortaleza, por haver ido fundar a nova Vila da Lagoa (vd 666), dentro da mesma Ilha, os Padres tomaram terra na Vila chamada do Desterro, onde foram muito bem recebidos pelo governador Paes, logo que aqui voltou da sua viagem, ordenando que as casas que primeiro pertenceram ao tesoureiro antigo e agora estavam em poder da Coroa, se aplicassem aos Padres para sua habitação. Não sabia então o Governador o estado em que se encontravam, e por isso não deixaram os padres de padecer alguns incômodos, sendo-lhes necessário durante algumas semanas valer-se do chão para se sentarem e deitar; chegando porém ao governador a notícia das que os Padres padeciam, mandou logo, fazer algumas divisões nas casas, à maneira de quartos para que pudessem mais comodamente viver, ordenando além disso que cada dia se desse aos Padres uma não pequena porção de peixe e cada sábado 21 libras de carne, azeite e toda a farinha de que necessitassem para seu sustento, que era a da melhor, além de um escravo, que para servi-los haviam trazido do Rio de Janeiro, e lhes assinou um índio, aos quais ordenou se lhes desse dez dias a mesma farinha, que costumava dar-se aos soldados. O que tudo se executou não somente no tempo do dito governador Paes, mais ainda no governo do Tenente-Coronel Manuel Escudeiro Ferreira de Souza. Logo que os padres tomaram terra, o governador lhes fez saber que estando a perder-se quase todo o segundo transporte de famílias, que das Ilhas Açores vinham a povoar esta de Santa Catarina, por estar a maior parte atingida de escorbuto, que o grave incômodo da navegação lhes causou, desejava que os Padres tomassem a seu cuidado aquela pobre gente, assim no espiritual como no temporal, não faltando ele da sua parte em dar-lhes servidores e dinheiro para toda e qualquer despesa, que se fizesse. Além disso lhes deu a entender que a palavra de Deus naquela terra já há muito tempo se não ouvia por falta de obreiros evangélicos. E assim queria que fizessem ao menos quatro-pregações na semana Santa, para a qual faltavam só 15 dias. Tudo se fez não obstante estavam os Padres ainda naquele tempo com os incômodos de que acima falamos, e assistirem além disso aos doentes no Hospital Público. Passada a Dominga in Albis, começaram a missão nesta vila do Desterro, e depois, por ordem do governador, a fizeram em toda as fortalezas e ouviram as confissões de toda gente, que então queria cumprir o preceito Pascal. No mês de outubro seguinte, partiram em missão para a vila da Lagoa. E concluída ela, logo voltaram para a sua ordinária residência. E sendo já governador de Santa Catarina o tenente Coronel Manuel Escudeiro Ferreira de Souza, a pedido do governador do Rio Grande de São Pedro, o Coronel Diogo Osório Cardoso, participaram os dois Padres a princípio de Abril de 1749 a fazer a missão naquela Praça. " (documento publicado por Serafim Leite in História da Companhia de Jesus no Brasil, vol. 6, 1. V. c. 2, § 4 pag. 471, Rio de J., 1945).
"Tem nove centos e cincoenta e quatro fogos, com cinco mil e setenta e quatro almas de Sacramentos. Há na mesma Matriz as Irmandades do Santíssimo Sacramento. A de São Miguel e Almas, a do Divino Espírito Santo. A Ordem Terceira de São Francisco. A do Sr. Bom Jesus na sua Capela, as quais sendo em outro tempo eretas por Jurisdição do Senhor Ordinário, hoje são da jurisdição Régia". Mas somente em 16 de agosto de 1815 era aprovado o compromisso da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Igreja Matriz de N. Sra. do Desterro, quando da presença do bispo do Rio de Janeiro, D. José Caetano da Silva Coutinho, em visita pastoral. Na mesma oportunidade aprovava os compromissos nas capelas filiais, a saber: Irmandade do Senhor dos Passos da Igreja do Menino-Deus, e Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, da igreja do mesmo nome.
"Dom João etc., faço saber a vós, Brigadeiro José da Silva Paes, que se examinou a vossa carta de 25 de setembro do ano passado (1747) dizendo que, como nessa Ilha de Santa Catarina há apenas a Igreja Matriz, feita pelo seu primeiro povoador, de pedra e barro, com muito pouca capacidade e simetria, tem-se preciso acudi-la nos seus reparos. Para não ruir de uma vez, vindes a minha real presença para que se faça outra, com tamanho compatível de toda população nos seus dias festivos e à celebração dos ofícios divinos. Querem todos os moradores que se conceda essa graça, pois já pagam seus dízimos no triano de um conto e setecentos mil reis. Ordeno-vos, se receberdes o auxilio de todos e se a Câmara concorrer com contribuição de pedra e cal, representando as maiores despesas, que seja erguida com economia, para que essa obra tenha custo em vinte mil cruzados, mais ou menos. Seja ouvido sobre essa matéria o Provedor da minha Fazenda Real. Devo dizer-vos que, tendo em vista as novas providências às povoações que se estabelecem em nossa Ilha de Santa Catarina, deveis me informar, com o vosso parecer em que local será mais conveniente para se formar a Vila, de modo que se possa aumentá-la com o comércio e o porto de mar para o desembarque. Por isso, deveis informar onde será o local mais próprio para se fazer a construção da Igreja Matriz e, por enquanto, podeis ir executando as ordens que seguem a essa localidade".
"Há na Ilha 3 freguesias: a da Matriz, com a invocação de Nossa Senhora do Desterro, possui um templo nobre, erigido na própria vila e que o governador atual não quis acabar e nem aperfeiçoar, pois está necessitando apenas de um mês de trabalho. Isto por mera oposição ao governador a quem sucedeu, que o erigiu cumprindo expressas ordens de sua Majestade. As plantas do templo foram feitas pelo General de Batalha José da Silva Paes. Ao mesmo tempo que se está oficiando, realiza-se o culto a Deus Nosso Senhor e o sagrado ministério numa casa das mais indignas que já se viu, cujo sacrilégio e escândalo é tremendo [referência ao Hospício, deixado pelos jesuítas em 1759]. Quando Vossa Senhoria chegar, testemunhará o escândalo e espero que, por suma cristandade e por piedade, Vossa Senhoria repare logo e mande acabar a igreja, por decência, honra e glória a Deus, que não deixará de pagar, abençoando as suas ações para que todas sejam acertadas e no serviço de Sua Majestade" (Notícia de 1765 ).
"Na Laguna está o padre Caetano Dias, que foi da Companhia de Jesus, e na Vila de Nossa Senhora da Graça, um clérigo muito petulante" (Notícia de 1765 ).
"Ereta em 1670, tem 890 fogos, com 3731 almas de confissão e comunhão, tem a Irmandade do SS. Sacramento. Unida à Padroeira, tem uma capela filial. Dentro da Vila de São José, a qual está situada em um monte, tem mais uma outra de São João Batista na Armação de Itapocorói distante da Vila 13 léguas" (Arquivo da Arquidiocese do RJ).
"Freguesia ereta no ano 1670, segundo os monumentos, que se encontram do Livro dos Batizados mais antigos. Tem a Irmandade do Santíssimo Sacramento, e a Padroeira unidas; compromisso confirmado por Autoridade Régia. Tem mil e quatrocentos fogos; com cinco mil trezentos e sete almas de sacramentos".
"Esta Vila... é suficientemente populosa, tem poucas ruas, uma praça com um chafariz, casa da Câmara, e Igreja Matriz sofrível, dedicada a Santo Antônio dos Anjos" (Memória política de SC, P.2, art.2, escrita em 1816).
"Na Laguna está o padre Caetano Dias, que foi da Companhia de Jesus" (Notícia de 1765).
"Foi ereta em 1725. Fogos, 642, com 2880 pessoas de confissão e comunhão. As Irmandades são do Santíssimo, do Padroeiro, São Miguel e Almas".
"Foi ereta, há monumentos [documentos] do ano de 1725. Tem 804 fogos, com 3740 pessoas de sacramentos. Tem Irmandade do Santíssimo Sacramento, e padroeiro unidas, ereta com autoridade Regia e compromisso aprovado. A Irmandade de N. Sra. do Rosário dos Pretos... Irmandade de São Miguel e almas... Irmandade de N. Sra. das Dores..." (Arquivo da Arquidiocese do RJ).
".... uma vestimenta de damasco vermelho com seus pertences, digo de damasco vermelho e branco, com seus pertences, uma alva de pano de linho liso, uma toalha de altar de pano de linho liso com renda estreita, uma dita lisa que serve de forro ao altar, uma guarda, um corporal, um amito, um frontal de Damasco branco, e vermelho, um purificador, três sanguineos, cujos ornamentos são todos velhos, e já com seus remendos, pertencentes ao Colégio dos Jesuítas da cidade de São Paulo".
- na Ilha de Santa Catarina, com igrejas matrizes em Lagoa (vd 666) e Santo Antônio (vd 669);
- no continente fronteiriço, com matrizes em São Miguel (vd 672), São José (vd 677), Enseada de Brito (vd 681).
- No então município de Laguna com matriz em Vila Nova ( ), junto de Imbituba.
"9. Dentro da Câmara das mulheres não entrará homem algum, salvo em caso de doença o cirurgião ou o capelão quando for preciso administrar os sacramentos a alguma enferma". "13. O capelão dirá missa ao mesmo em todos os dias santos e só nestes dias as mulheres subirão a ouvi-la, para o que se porão em ala nas passagens todos os guardas e então se abrirão às mulheres as portas, que depois delas saírem se tornarão a fechar; as mesmas mulheres ficarão no lugar mais vizinho ao altar". "15. O capitão ou Me. do navio terá cuidado de distribuir os melhores cômodos aos sacerdotes e às pessoas mais distintas" (Encontra-se este regulamento à fls. 9v. Do livro de Provisões, Alvarás e Cartas Régias. De 1715 e 1807, conforme o cita Jacinto de Matos em Colonização de SC. pag.12, Fpolis 1917).
"Ao Bispo de São Paulo e a quem presentemente pertence aquele território, mando a este respeito avisar pela Mesa da Consciência, que se há de constituir em cada Igreja destas um vigário, ao qual no primeiro ano se dará o sustento e mais cômodo, como aos outros colonos, e terá sessenta mil reais ao ano a fábrica e guizamentos, uma e outra que não suceda no princípio, como é fácil de experimentar falta de sacerdotes para vigarias, manda pela dita mesa avisar aos bispos de Funchal e de Angra que convidem alguns clérigos daquelas Ilhas, para irem em companhia dos mesmos casais, tudo entendereis pelas cópias que com esta se vos remete do que se avisa aos bispos. A este sacerdote se darão a chegada dez mil reis cada um de ajuda de custo e terá o dito Brigadeiro particular cuidado que se não apartem das igrejas em que forem postos para outras terras do Brasil nos termos expressados ao Bispo de São Paulo, e quando isto faltem escreva ao Ordinário a cuja diocese houverem passado, para que obrigue por todos os meios e demonstrações convenientes a tornarem para suas Igrejas. A cada um dos ditos vigários se dará também uma porção de uma quarto de léguas em quarta para passais de sua igreja".
"Há na Ilha a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, distante 2 léguas da Vila, e que tem uma igreja construída pelo governador Manoel Escudeiro. Foi feita com grande despesa e superou 9.000 cruzados. Ela ruiu inteiramente, não ficando nem as telhas, e por ter sido construída de madeira e pau a pique, coberta de cal, está hoje reduzida a uma barraca, socorrida pelo governador anterior" (Notícia de 1765).
"Vigararia ereta por autoridade e Ordem Régia no ano de 1750. Tem a Irmandade do Santíssimo Sacramento; a da Padroeira Nossa Senhora da Conceição. A de São Miguel e Almas sem compromisso nem aprovação de Sua Alteza Real e se conservam com a primitiva Autoridade do Ser. Ordinário. Tem quatrocentos e vinte fogos, com duas mil e vinte e seis almas de Sacramento".
"Há na Ilha a Freguesia de Nossa Senhora das Necessidades, distante, por terra, 4 léguas. Tem estas freguesia uma igreja nobre, erigida, com permissão de Sua Majestade, pelo Governador Dom José de Mello Manoel. Tanto essa Igreja como a de Nossa Senhora do Desterro, na Capital da Ilha, são os dois únicos edifícios dedicados a Deus Nosso Senhor em forma de templos e de suas casas" (Notícia de 1765).
"Tem esta freguesia de N. Sra. das Necessidades 2.392 almas de confissão e comunhão. Foi ereta em 1755. Tem esta Matriz 3 Irmandades: do Santíssimo, de N. Senhora e Almas sem compromissos" (Arquivo da Arquidiocese do RJ).
"Vigararia ereta por Ordem Régia no ano de 1755. Tem Irmandade do Santíssimo Sacramento. A de Nossa Senhora Padroeira. A de São Miguel e Almas, eretas por autoridade ordinária, e hoje da Jurisdição Real. Tem quinhentos e cincoenta e sete fogos, com duas mil trezentas e oitenta e quatro almas de Sacramentos".
"Margeando o continente para o sul e para dentro da barra norte, se encontra a freguesia de São Miguel, numa distância de 4 léguas. Esta Freguesia tem somente uma pequena barraca de palha, em que se oficia e se fazem as demais funções" (Notícia de 1765).
"Freguesias na terra firme - São Miguel, povoação medíocre, situada a beira- mar para dentro da barra do Norte da Ilha... A sua distância para o norte estende-se a nove léguas, até ao rio Cambarigú-assú [Camboriú]" (Paulo José Miguel de Brito, Memória política da Capitania de SC, 1816, P. 2, art. 2).
"São fregueses das Paróquia os moradores da enseada das Garoupas [Itapema], da ponte e praia das Bombas, e dos Zimbros, da enseada das Tijucas, da praia das Palmas, da armação grande das Baleias estabelecida na ponta da terra firme [Ganchos], que fica quase leste-oeste com a ponta setentrional da Ilha de Santa Catarina" (Ibidem).
"Passando ao da terra firme, o da Freguesia de São Miguel, por nome de Domingos Pereira Machado, é um selvagem quadrado. É tão ignorante, que ofende a consciência consentir que ministre missa sem que entenda nada e saiba o que contém tão sagrado mistér. Maior é o encargo de se consentir que confesse. Depois de ter neste ministério, alguns lúcidos intervalos, além destes defeitos tem o de ser brusco, mal-intencionado, de má consciência e atrevido com o Governo".
"Ereta em 1752, fogos 476, com 2513 almas de comunhão e confissão. Esta Matriz não tem Irmandade. Tem a capelania de N. Sra. da Piedade da Armação distante duas léguas" (Arquivo Arquidiocesano do RJ).
"Adiante [em relação a São Miguel] segue a Freguesia de São José, que já está dentro do estreito, a duas léguas da Vila [de Nossa Senhora do Desterro]. Numa pequena barraca de pau a pique, coberta de telha e já assoalhada, em cujo lugar o Governador Manoel Escudeiro construiu uma igreja de pedra e cal, e para a obra se chegou a tirar pedra do próprio local, se oficiam as funções religiosas" (Notícia de 1765).
"São José; lugar situado à beira-mar em formosa posição na terra firme; a paróquia é dedicada ao santo que dá o nome ao lugar; é pequena e boa, e tem vigário" (Memória política da Capitania de SC, P.2, art.2, escrita em 1816). Ao dizer "paróquia pequena" talvez queira ter dito "igreja pequena".
"Correndo a costa para o sul está a Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, chamada de Enseada de Brito e que fica 4 léguas de distância da Vila [de Nossa Senhora do Desterro] " (Notícia de 1765).
"Ereta em 1675, com 208 fogos, com 1021 almas de confissão e comunhão. Esta Igreja só tem a Irmandade do Santíssimo sem compromisso. Tem a capela de Armação de Garopaba de invocação de São Joaquim distante de 4 léguas. Esta Igreja é a mais pobre que há na Comarca, não tem paramentos e a mesma Igreja está vindo abaixo" (Arquivo da Arquidiocese do RJ).
"Dom José Joaquim Justiniano Mascarenhas Castelo Branco, por Misericórdia Divina Bispo do Rio de Janeiro do Consôo. De Sua Majestade Fidelíssima. Desejando atender à justa representação dos moradores da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário da Enseada de Brito, Comarca da Ilha de Santa Catarina, que nos propuseram o detrimento, que experimentarão na falta de Livros de Fábrica, em que se façam os assentos dos batizados e obtidos da mesma Freguesia, por se haver desencaminhado com a invasão dos Castelhanos do ano de 1777, e indiscretamente dilacerado e queimado pelos invasores o Livro, que servia para os mesmos assentos que de então para cá apenas se fazem memórias de assentos tão importantes em Cadernos avulsos, por não ter recursos suficientes a mesma Fábrica, nem ainda o mesmo Reverendo Pároco da Freguesia. E outrossim achar-se quase findo e dilacerado o Livro, que serve atualmente, na mesma Freguesia, para se lançarem os termos e assentos dos casamentos, e que tudo para o futuro pode ser prejuízo considerável para os paroquianos, que por serem poucos, pobre e miseráveis não se consideram em estado de concorrer com a despesa necessária para a feitura dos mesmos livros: houvemos por bem mandar formar pelo N. R. Tesoureiro das Obras pias quatro Livros, que depois de rubricados serão remetidos com esta Nossa Portaria..." (Livro 3-o de Portarias e Ordens Episcopais, anos 1779-1830, fls. 56-57).
"Enseada de Brito; povoação pequena situada na terra firme à beira-mar sobre a costa que borda a sobredita enseada, fronteira à ponta de Caiacanga-assú, na ilha, e quase leste-oeste com a mesma ponta. A Igreja é pequena e antiga, dedicada a N. Sra. do Rosário, e tem um vigário" (Memória política de SC, P.2, art.2).
"Foi esta vigararia ereta no ano 1752. Tem 320 fogos, com 1336 almas de Sacramentos. Tem Irmandade, das almas ereta, e confirmada por Autoridade Régia, A Irmandade do Santíssimo Sacramento, Santa Ana e Espírito Santo anexas, tem recorrido a Autoridade, Régia" (Arquivo da Arquidiocese do RJ). Sobre o vigário: "O da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, da Enseada de Brito, ignoro quem seja. Porém o da Freguesia de Sant'Ana conheço-o bem. É o Padre Francisco José de Araújo Bernardes, perfeitíssimo clérigo, exemplar e excelente pároco" (Ibidem).
"O limite desta Freguesia pelo norte é uma linha reta tirada da ponta de Caiacanga-merim a rumo de leste até a costa oriental da Ilha, pela qual linha extrema com a Matriz da Vila, de que foi desmembrada há alguns anos " (Memória política da Capitania de SC. P. 2, art. 2).
"Vigararia ereta por autoridade Régia no ano de 1809, tendo sido primeiro capela filial [da Matriz de N. Sra. do Desterro] , depois curada por Autoridade do Senhor Ordinário. Têm... duzentas e trinta fogos, com mil e quinhentas almas de Sacramentos. Não tem Irmandade".
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