"Para mais abonar-me transcrevi dois documentos, que tenho à vista por cópia, que se diz extraída do Arquivo da Câmara, caderno 1, rubricado por Lobato, e são:
1-o. "Ano de N. S. Jesus Cristo de mil setecentos e vinte e seis anos aos 23 dias do mês de março do dito ano nesta Vila de N. S. do Desterro desta Ilha de Santa Catarina nas Casas da Residência donde está em correição o Dr. Antônio Alves Lanhas Peixoto, Ouvidor Geral nesta Comarca da Vila de Paranaguá, nela Provedor das Fazendas dos Defuntos Ausentes, Resíduos com Alçada por S. Maj., que Deus guarde, aí por ele Dr. Ouvidor Geral, por ter procedido a eleição das Justiças, que nesta Vila hão de servir no presente ano de 1726, e nos seguintes de 27 e 28, e ser criação de novo por haver separado as Justiças desta e as da Laguna; como declara nos Capítulos de Correição, razão porque não havia Juiz; nem Oficiais de Câmara, que pudessem abrir o pelouro, à vista do que mandou convocar os moradores desta Vila e sendo presentes, lançou em um chapéu os três pelouros dos três anos, e baralhando os mandou a um menino de seis ou sete anos tirasse um deles, e tirando-o foi aberto por mim escrivão, e dentro dele estava um escrito assinado por ele Dr. Ouvidor Geral, em que nomeava para Juiz a Domingos Lopes, para vereador a Francisco Martins, e para procurador do conselho a Antônio de Castilho; aos quais por estarem presentes deu o juramento dos Santos Evangelhos em que puseram suas mãos direitas, sob cargo do qual lhes encarregou que bem e verdadeiramente servissem os cargos em que foram por pelouros eleitos, guardando em tudo o serviço de S. Maj., que Deus guarde, e as partes seu direito; o que prometeram fazer, de que tudo ele Dr. Ouvidor Geral mandou fazer este Auto, que com eles assinou e comigo Escrivão, que dou fé passar o referido na verdade, eu Luiz de Almeida Barbosa, Escrivão da Provedoria, que por impedimento da Correição o escrevi
- Lanhas Peixoto
- Luiz de Almeida Barbosa
- Domingos Lopes
- Cruz, do Vereador Francisco Martins
- Antônio de Castilho"
(José Gonçalves dos Santos Silva, carta 14, publicada em 5 de novembro de 1856).
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